Febre Amarela: dúvidas frequentes e pontos a serem discutidos


Devido aos surtos de Febre Amarela e as frequentes polêmicas envolvendo agressões a macacos, resolvi falar brevemente sobre a doença e esclarecer algumas dúvidas frequentes sobre o assunto. Afinal, médicos veterinários são responsáveis também, pela saúde da população.

A Febre Amarela é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus (do gênero Flavivirus) e transmitida por mosquitos. Sim, exclusivamente mosquitos. Diferente do que muitas pessoas pensam, não existem dois tipos de Febre Amarela e sim dois ciclos da mesma doença: O Ciclo de áreas rurais/silvestres e o Ciclo Urbano. A transmissão do ciclo de áreas rurais/silvestre se da por meio do mosquito Haemagogus e do gênero Sabethes. Já no ciclo urbano a transmissão se da por meio do mosquito Aedes aegypti (mesmo mosquito transmissor da dengue).

E ai a gente se pergunta, onde que os macacos entram nessa história?

Os macacos, assim como nós, são vítimas da doença. Apresentam sinais clínicos, sofrem e também podem vir a falecer. No ciclo silvestre, como expliquei posteriormente, os macacos se tornam hospedeiros da doença. Assim como quando somos picados pelo mosquito da dengue. Nos tornamos a “casa” do vírus.


Chamamos os macacos de SENTINELAS da Febre Amarela. O que isso quer dizer? Quando esses animais começam a morrer, sabe-se que algo esta errado, a doença é detectada neles e ajuda a evitar epidemias, propagação, reduzindo a chance de casos urbanos e mais morte de pessoas. É como se os macacos nos avisassem da doença antes dela chegar até nós.


Para evitar a doença, não adianta matar os macacos. Precisamos trabalhar com a prevenção da doença. A prevenção da febre amarela se dá através do combate aos mosquitos e da vacinação da população.

Por fim, muitas pessoas me questionam se os cães e gatos devem ser vacinados ou mantidos longe de áreas de risco. Para nossa sorte, nossos pets não desenvolvem a doença. Caso o mosquito infectado pique o cão ou o gato, o local da picada poderá ficar avermelhado e coçar, mas nada além disso.


Fontes:


Sobre o autor: Marina Buratto Beckenkamp, estudante de Medicina Veterinária (quase quase graduada pela UFSM), apaixonada por todos os animais desse planeta, inclusive gatos. Sim, a louca dos gatos. Porém a louca dos vira-latas também. Mãe do Joaquim (um gato de rua) e madrinha de diversos animais que encontrei um lar para morarem. Convidada a fazer parte desse mundo do open bar canino, para levar um poquinho sobre bem estar e saúde animal a vocês.

Contato: marinabeckenkamp@gmail.com

Currículo: http://lattes.cnpq.br/1994859352008113

#Saúde #Veterinário #Gato #Cachorro

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Porto Alegre  -  Rio Grande do Sul

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