Encontrei um animal na rua, e agora? #10dicas

Atualizado: 2 de Mai de 2019



Muitas pessoas passam por um animal na rua, tiram uma foto e publicam nas redes sociais em busca de alguém para resgatar, mas a chance de alguém pegar esse animal porque viu a sua foto é de 1 em 100 (ou menos).

A segunda coisa que as pessoas fazem é procurar uma ONG, projeto ou protetor(a) que possa resgatar esse animal, mas saiba que os abrigos estão lotados de dividas e animais, que na maioria das vezes tem pouquíssimas chances de serem adotados por não terem o padrão mais buscado pelos adotantes, e quem está acostumado a ajudar sempre esta abraçando muito mais do que é capaz.

Quem trabalha na proteção animal é uma pessoa normal que tomou atitude, ela não ganha auxilio para fazer isso e na maioria das vezes usa o dinheiro do próprio bolso. Ou seja, você é capaz de fazer o mesmo!

Ao encontrar um animal na rua você tem 3 opções: 1. Adotá-lo, 2. Resgata-lo e 3. Ignora-lo. Resolveu resgatar o animal? Parabéns pela iniciativa! Elaborei essa matéria com 10 dicas para te ajudar em uma situação como essa.

1. Verifique se o animal esta perdido: De uma olhada na nossa página de animais perdidos e encontrados e em outros sites, páginas e grupos de divulgação de animais para verificar se existe alguém em busca dele.

2. Comunique: Se você acredita que se trata de um animal perdido elabore folhetos contendo foto e informações quanto ao dia e o local em que você o encontrou e distribua em caixas de correio da região e locais com grande circulação de pessoas, como mercadinhos, igrejas, restaurantes, clínicas veterinárias, petshops...você também pode fazer uma postagem nas redes sociais e compartilhar com clinicas veterinárias e petshops da cidade, pois se o animal tiver um dono pode ser que ele tenha frequentado algum destes locais.

3. Leve no veterinário: Faça uma consulta veterinária para verificar a saúde do animal e saber se ele possui microchip (para saber mais sobre esta ferramenta de identificação confira a nossa matéria sobre o assunto clicando aqui). Nesta primeira consulta você também vai ser orientado pelo veterinário sobre os próximas cuidados que você deve ter com o resgatado de acordo com a idade e o estado em que ele foi encontrado.

4. Vacine: É comum que os animais achados na rua não tenham passado pelo protocolo de vacinas, as vezes até aqueles que estão aparentemente bem cuidados podem estar desprotegidos. Esta etapa é muito importante principalmente se você tem outros animais em casa e vai colocar o resgatado em contato com eles, é uma segurança para a saúde de todos. Um animal adulto deve tomar 1 dose da polivalente + 1 dose da antirrábica e os filhotes precisam tomar 3 doses da polivalente + 1 dose da antirrábica, muitas clínicas fazem essas vacinas à baixo custo para animais resgatados, pesquise!

5. Castre: Se o animal não for castrado esta é outra etapa muito importante, pois evita crias indesejadas e que mais animais sejam abandonados no futuro, além de evitar comportamentos indesejados, como o choro das fêmeas e possíveis fugas de machos, e doenças como tumores de mama e próstata, piometra, tumores venéreos transmissíveis e doenças genéticas, ja que você não conhece a família do animal. Existem pessoas que falam que a fêmea precisa ter o primeiro cio antes de castrar, mas na verdade castrando antes do primeiro cio você diminui as chances dela desenvolver tumores mamários. Não acredite em tudo, sempre fale com seu veterinário antes!

6. Abrigue: Enquanto você cuida da saúde do animal resgatado e procura por um novo lar ou pelo verdadeiro tutor você pode abriga-lo na sua casa ou procurar um lar temporário. Muitas clinicas oferecem esses serviço de hospedagem a um custo menor para animais que aguardam por um lar, mas você também pode fazer anúncios nas redes sociais em busca de amigos, parentes ou conhecidos que possam ceder um espaço sem custo durante este período.

7. Divulgue: Sabe aquela frase "a propaganda é a alma do negócio"? É verdade! Capriche nas fotos e na aparência do animal, evite divulgar fotos tremidas, escuras, em locais sujos e em que o animal esteja abatido, machucado ou acorrentado. Existem pessoas que se comovem com cenas desse tipo, mas isso pode ocasionar uma adoção por impulso e fazer com que o animal seja devolvido no futuro quando a emoção passar e a razão voltar. Capriche também no texto que você vai colocar no anúncio, coloque dados completos (idade, sexo, porte, cidade, temperamento...) e evite as perguntas mais comuns de quem esta buscando um animal. Não esqueça de compartilhar o máximo que puder em todos os sites e redes sociais, quanto mais gente visualizar maiores as chances de encontrar interessados.

8. Conheça o adotante: Fazer um questionário é uma maneira simples e rápida de te ajudar a escolher o tutor ideal sem gastar tempo ou dinheiro com deslocamento. Ele não deve ser uma ferramenta que dificulte a adoção, mas sim uma maneira de verificar se o futuro adotante irá se adaptar ao animal que pretende adotar e vice e versa. É comum aparecer adotantes que desejam um animal mas no calor do momento não se dão conta de que ele não vai se adequar ao estilo de vida que essa pessoa tem. Uma pessoa que tem um estilo de vida agitado e que gosta de correr na rua pode querer adotar um animal idoso que não gosta ou não pode fazer passeios longos, assim como pode existir uma pessoa que não gosta de sair de casa, não quer se comprometer com passeios diários e quer adotar um animal cheio de energia e que precisa de entretenimento constante, cabe a você, doador que convive a mais tempo com o animal, identificar esse tipo de compatibilidade e evitar que o animal seja devolvido depois de já ter se acostumado com uma vida de adotado.

Basta digitar "questionário de adoção" no google e você vai encontrar modelos prontos para usar ou criar o seu.

9. Faça um termo de adoção: O termo de adoção também é uma ferramenta importante e que não serve para dificultar a adoção, mas sim para entender quais as responsabilidades de cada uma das partes, além de ser uma forma de registrar os dados do animal (vacinas, idade, castração) e do adotante (nome, endereço, telefone).

Basta digitar "termo de adoção" no google e você vai encontrar modelos prontos para usar ou criar o seu.

10. Faça uma vakinha: Eventualmente você pode gastar mais do que poderia para ajudar um animal, principalmente se ele sofreu algum acidente ou tem algum problema de saúde, mas não tenha vergonha de pedir apoio. Você que tomou uma atitude é quase uma gota no oceano, portanto faça uma vakinha online, no boca boca ou faça uma rifa e peça ajuda a amigos, familiares, colegas...a grande maioria das pessoas não se recusa a ajudar, até porque ninguém precisa doar uma quantia grande se cada um contribuir com um pouquinho.


Sobre o autor: Profissionalmente sou arquiteta, mas divido o meu tempo fora do escritório entre o amor pelos animais, pela água, pelo skate e por uma vida mais sustentável. A 7 anos atrás fundei o projeto @openbarcanino e a loja @openpet, que ajuda a manter o projeto, desde então passei a viver mais ao ar livre, comecei a me interessar por comportamento animal e procuro incluir os meus cães em tudo que faço: viagens, passeios, remadas, pois estes momentos compartilhados me dão energia para a rotina do dia-a-dia e me ajudam a proporcionar uma verdadeira “vida de cachorro” para eles.

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#Cachorro #Gato #Adoção #10dicas

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Porto Alegre  -  Rio Grande do Sul

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