Como doar um animal?

Atualizado: 2 de Mai de 2019



Lindóia é uma fêmea de porte médio que aguarda adoção através do projeto

Cheios de Raça, mais informações sobre ela aqui

Doar um animal envolve responsabilidade! Muitos adotam por impulso, para dar de presente (sem que a pessoa saiba), não tem experiência em criar animais, os cria de forma inadequada ou não possui condições e recursos para atender às necessidades básicas do animal. Nesses casos é comum que o animal seja devolvido, abandonado, negligenciado ou maltratado, por isso é importante ter cuidado e avaliar bem os candidatos!

Escorre uma lagrima no meu olho ao dizer que entre os animais que doei ou auxiliei na doação durante os 7 anos do Open Bar canino apenas UM foi devolvido (justamente a doação que não fiz questionário). Sei que isso não foi sorte, mas sim paciência e atenção, então fiz essa matéria com algumas dicas que podem te ajudar a encontrar o lar ideal.

1. Faça um questionário com o futuro adotante: Muitos doadores pulam esta etapa achando não ser necessário, mas o legal do questionário é que ele te ajuda a conhecer o candidato sem ter que se deslocar até ele. É comum acontecer de uma pessoa se interessar por um animal sem analisar com cuidado as características, restrições ou necessidades dele, e entrar em contato com o doador, com a ajuda do questionário você pode verificar se o futuro adotante irá se adaptar ao animal que pretende adotar e vice versa. Por exemplo, uma pessoa com criança em casa pode querer adotar um animal que não convive com crianças, com a ajuda do questionário você pode ficar sabendo disso e introduzir o assunto para saber se a pessoa esta realmente disposta a fazer este tipo de adaptação ou não, evitando que você se desloque ate a casa da pessoa sem necessidade e que o animal passe pelo stress de ir e vir.

* Basta digitar "questionário adoção" no Google e você poderá encontrar diversos modelos para enviar aos candidatos ou para criar o seu. 2. Faça um termo de adoção: Essa também é uma etapa que muitos doadores ignoram, mas o termo é importante para que você tenha um registro com todas as informações do adotante como telefone, e-mail, endereço....para que você possa entrar em contato no futuro e saber se o animal esta bem, além de ser uma forma do adotante se comprometer a cuidar do animal. Se a pessoa esta realmente interessada na adoção e em oferecer ao animal o melhor cuidado possível dificilmente vai se recusar a assinar um documento como esse, mas se isso acontecer use isso como um alerta.

* Basta digitar "termo de adoção" no Google e você poderá encontrar diversos modelos para assinar no dia da entrega do animal ou para criar o seu.

3. Não entregue o animal sem conhecer a casa do adotante: Sabemos que as vezes o doador não consegue se deslocar ate a casa do adotante, mas se você tiver condições e disponibilidade para fazer isso ótimo! Com a visita você pode conhecer melhor o candidato, comprovar tudo que ele colocou no questionário e verificar se ele realmente tem condições de cuidar do animal ou se existe a chance de despeja-lo no primeiro xixi fora do lugar. Sem contar que não existe maneira melhor de conhecer alguém do que uma boa conversa, uma visita pode ate dispensar a necessidade do questionário e no fim você pode até ficar para o café da tarde ou ganhar um amigo(a) pra tomar chimarrão na pracinha. 4. Castre e vacine o animal antes de entrega-lo para o adotante: Ou ao menos certifique-se de que o adotante fará isso quando o animal tiver a idade correta. Se você não tiver condições financeiras de arcar com estes procedimentos coloque no anúncio do animal e no questionário que a castração e as vacinas são obrigatórias e por conta do adotante, dessa forma apenas pessoas com condições de fazer isso vão assumir a responsabilidade. As vacinas são importantíssimas para a saude do animal e a castração evita uma cria indesejada, que pode fazer com que mais animais sejam abandonados na rua. 5. Evite doar um animal se o adotante:

  • Recusar-se a preencher questionário ou assinar o Termo de Adoção.

  • Aparentar estar alcoolizado ou drogado.

  • For menor de idade desacompanhado de adulto.

  • Mostrar medo ou repulsa no contato com o animal.

  • Estar desempregado ou não ter renda para sustentar um animal.

  • Morar de aluguel e o proprietário (ou convenção do prédio) não permitir animal.

  • Quiser dar o animal de presente para alguém sem que este tenha conhecimento.

  • Quiser utilizar o animal para fazer guarda em local onde não há presença humana.

  • Quiser utilizar o animal para reprodução ou lutas.

  • Morar com alguém que não está de acordo ou não sabe da adoção.

  • Não for o responsável financeiro pelo animal e quem vai sustentar ou ser responsável pelos cuidados com o animal não sabe ou não concorda com a adoção.

  • Não tem condições financeiras para cuidar do animal.

  • Manter o animal isolado ou preso, em área, canil ou corrente permanentemente.

  • Não oferecer espaço suficiente para o animal (nem compensação com passeios diários)

  • Não oferecer abrigo contra intempéries.

  • Tiver um histórico ruim com outros animais (muitos animais doados para terceiros, abandono na rua ou na residência de onde saiu, muitas fugas, mortes por falta de assistência ou recursos).

  • Educar os animais de forma imprópria ou cruel (por exemplo: machuca, deixa sem comer ou imobilizado, mantém em isolamento por longo tempo).

  • Não tem com quem deixar o animal quando viaja ou o deixa sozinho na residência por longos períodos;

Mesmo depois de entregar um um animal a um adotante eu continuo me sentido responsável pelo bem estar dele, por isso mantenho contato com os adotantes pelas redes sociais e me disponibilizo a auxiliar no que for preciso. Volta e meia essas pessoas entram em contato para me mandar fotos, perguntar onde compra algum produto ou pedir dica de veterinário, adestrador, hotel, etc. Eu acho essa relação muito legal, porque além de poder acompanhar o crescimento de um animal que teve a oportunidade de descobrir o amor, essas pessoas acabam virando amigos, companheiros de chimarrão nos finais de semana, contatos profissionais...uma boa ação onde todo mundo sai ganhando :)


Sobre o autor: Profissionalmente sou arquiteta, mas divido o meu tempo fora do escritório entre o amor pelos animais, pela água, pelo skate e por uma vida mais sustentável. A 7 anos atrás fundei o projeto @openbarcanino e a loja @openpet, que ajuda a manter o projeto, desde então passei a viver mais ao ar livre, comecei a me interessar por comportamento animal e procuro incluir os meus cães em tudo que faço: viagens, passeios, remadas, pois estes momentos compartilhados me dão energia para a rotina do dia-a-dia e me ajudam a proporcionar uma verdadeira “vida de cachorro” para eles.

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#Cachorro #Gato

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Porto Alegre  -  Rio Grande do Sul

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